Novas projeções da Selic devem impactar o mercado imobiliário

Com previsões de atingir até 14% em dezembro, as altas da taxa de juros prejudicam novos empreendimentos e a venda de imóveis já prontos; inflação alta também afeta o INCC.

Para cada sintoma, um remédio. Para a persistência da inflação, um remédio econômico dos mais amargos: o aumento prolongado da taxa básica de juros, a Selic. Com ela, um efeito colateral bem preocupante, a desaceleração da atividade econômica, que já começa a desenhar um cenário de estagnação para o próximo ano. 

As altas da Selic que inicialmente perdurariam até junho foram revistas. A subida continuará em julho e também em agosto, atingindo provavelmente 13,25% em dezembro. Os mais pessimistas já vislumbram a taxa em 14% na virada do ano. O mercado imobiliário deve ser impactado tanto do ponto de vista da produção de novas unidades quanto do consumo.

Inflação além da meta

Os reajustes nos juros básicos são um esforço para tentar conter a pressão da inflação que, em vez de arrefecer, está piorando e se espalhando por diversos setores em ritmo acelerado. A persistência do problema vem surpreendendo inclusive os analistas que já contavam com um cenário de alta de preços ao longo deste ano, deixando a meta inflacionária cada vez mais distante. 

A análise do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fez o Banco Central rever os 4,7% projetados no início deste ano, para 7,1%, em março. Se as condições forem mantidas, este será o segundo ano seguido de estouro da meta. No ano passado, a marca inflacionária de 10,06% foi a maior dos últimos seis anos.

Construção civil mais cara

O setor da construção civil deve sofrer as consequências. Para as incorporadoras, fica mais difícil obter crédito na praça, com as taxas dos empréstimos bancários acompanhando a alta da Selic. A inflação pressiona o custo da mão de obra, dos materiais e dos equipamentos, tornando a obra cada vez mais cara. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acumula alta de 11,2% nos últimos doze meses. 

É bom lembrar que o INCC baliza o reajuste do saldo devido às incorporadoras por quem compra imóvel na planta. Quanto maior o índice, maiores as parcelas devidas antes mesmo de contratar o financiamento bancário, o que só ocorre no momento da entrega das chaves.

A dificuldade de acesso ao crédito imobiliário é outro gargalo. Os bancos já anunciaram taxas de financiamento imobiliário entre 9% e 10% ao ano, fazendo com que muitas famílias repensem se é possível ter um imóvel financiado. O medo da inadimplência, com normas mais rígidas para comprovação de renda, é mais um obstáculo para a liberação de crédito por parte das instituições. Dentro de casa, a inflação também contribui para as revisões ou adiamentos de planos de compra de imóvel.

Aluguel como estratégia

Se até 2023 as incertezas e os aumentos de preços devem continuar se acumulando no horizonte, o aluguel vem se consolidando como a melhor opção para quem quer moradia sem sustos e sem comprometer a saúde financeira da família. Do lado do investidor, a demanda garantida faz com que os investimentos imobiliários se tornem bastante atraentes no período, mesmo na comparação com aplicações bancárias, favorecidas pelas altas nos juros. 
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