No Brasil, imóvel custa 452 salários mínimos, enquanto hora de trabalho vale R$ 4,92

O poder aquisitivo mais baixo da população afasta grande parte da população da casa própria e tende a levar mais gente à busca pelo aluguel no país.

Um estudo do Centro de Pesquisa em Finanças (CIF) da Escola de Negócios da Universidade Torcuato Di Tella, da Argentina, mediu a dificuldade que é comprar um imóvel na América Latina. Os preços de venda chegam a US$ 300 mil em bairros de classe média e alta, considerando imóveis entre 20 m2 e 200 m2. Esse valor chega a representar até 563 vezes o salário mínimo local, comprovando a disparidade socioeconômica na região.

A comparação foi feita pela Bloomberg Línea, que levantou os valores de salário mínimo de cada país e calculou quantos são necessários para adquirir um imóvel em áreas valorizadas. Entre os que demandam maior número de salários, o México ocupa a primeira posição (563 vezes), seguido pela Argentina (561,95 vezes), e Chile (519,13 vezes). 

O Brasil aparece em quarto lugar (451,71 vezes), com salário mínimo de R$ 1.212 (ou US$ 244,80) e um preço de imóvel em US$ 110.580 (cerca de R$ 552.900). 

Valor da hora trabalhada

O reajuste do salário mínimo aprovado no início deste ano ficou aquém da proposta inicial enviada pelo governo ao Congresso, que elevaria o piso para R$ 1.169 mensais. A revisão ocorreu por conta da dificuldade de controlar a inflação, situação que se repete em diversos outros países da América Latina. Desemprego e desvalorização da moeda local também estão entre os problemas compartilhados. O resultado é que, hoje, a hora de trabalho do brasileiro vale R$ 4,92, uma das mais mal pagas da região.

Um levantamento realizado pelo site Metrópoles mostra que o Brasil ocupa o 15o lugar na proporção entre salário mínimo e horas trabalhadas entre 20 países latinos analisados. Apenas na República Dominicana, Nicarágua, Cuba, Haiti e Venezuela a situação é pior do que a brasileira.   


Sonho distante

O baixo poder aquisitivo é um grande obstáculo para a aquisição de um imóvel no Brasil, dada a impossibilidade de obter crédito ou poupar o suficiente, realidade da grande maioria da população. Diante disso, o mercado de locação demonstra seu potencial de crescimento e consolidação, especialmente frente a um momento de incertezas econômicas. 

Nesse cenário, o mercado de aluguel residencial ganha força. Se você é proprietário ou quer investir para renda, conheça o que a Yuca tem a oferecer  e aproveite as vantagens oferecidas por nosso portfólio de mais de 900 unidades sob gestão!

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