SP e NY vivem alta no preço dos alugueis, com mais demanda do que oferta

Depois de um período de baixa atividade e acomodação de preços, os aluguéis de São Paulo e Nova York dispararam, sinal de que há mais gente querendo morar nessas cidades do que imóveis disponíveis. A demanda aquecida anima investidores a escolherem a locação como uma opção segura e rentável mesmo nos cenários mais incertos.

Ruas vazias, lojas e restaurantes fechados, escritórios às moscas. Parecia que a pandemia decretaria o fim da vida pulsante das grandes cidades. Mas não foi nada disso o que aconteceu: depois de um período de baixa atividade e acomodação de preços, os aluguéis de São Paulo e Nova York dispararam, sinal de que há mais gente querendo morar nessas cidades do que imóveis disponíveis para acolhê-las.

Uma pesquisa realizada em 11 capitais brasileiras mostra que, de janeiro a junho, o preço da locação em 8 delas ficou acima tanto do IPCA, que mede a inflação, como do IGPM, usado no reajuste dos aluguéis. Para especialistas, a alta nos preços das locações tem dois motivos principais. Primeiro, a baixa na oferta. Como o ciclo de produção de um edifício leva de quatro a cinco anos, é preciso considerar que os empreendimentos entregues neste ano começaram a ser concebidos lá em 2017, quando as incorporadoras pisaram no freio em meio à piora do cenário econômico. O resultado desse breque está sendo sentido agora, com menos apartamentos novos disponíveis. O outro motivo é a dificuldade na compra da casa própria. Com juros altos e inflação, quem estava planejando contratar financiamento imobiliário precisou repensar a decisão e muitos optaram por permanecer no aluguel.

Em Nova York, a alta nas locações também faz parte do atual momento de retomada. Em maio, os aluguéis estavam 29,5% mais caros do que no ano anterior, subindo quase o dobro da média nacional no mesmo período. Para se ter uma ideia, enquanto um apartamento de dois quartos sai por US$ 2.124 (R$ 11,1 mil) mensais em Manhattan, no restante dos Estados Unidos ele custaria cerca de US$ 1.320 (R$ 6.900) mensais.

O movimento pode ser explicado pelo contingente de jovens e adultos que haviam se mudado para a casa dos familiares na pandemia e agora querem voltar a viver sozinhos e também pela escassez de imóveis no mercado. A alta de preço da mão de obra e dos materiais de construção reduziu a produtividade do setor. O horizonte norte-americano de alta de juros e inflação deve impulsionar ainda mais a busca pela locação.

A demanda aquecida vem animando investidores imobiliários a escolherem a locação como uma opção segura e rentável mesmo nos cenários mais incertos. As taxas de retorno do modelo long stay superam a maior parte das aplicações existentes no mercado. Em São Paulo, ainda dá para ter a tranquilidade de contar com a Yuca para cuidar de tudo nos bairros mais concorridos da cidade.

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