Como a Yuca está criando um ambiente de trabalho mais inclusivo para mães

Entre as iniciativas, estão o aumento da licença maternidade de 4 para 6 meses, e de 5 dias para 2 semanas para os pais, além da criação um grupo de parentalidade pelos próprios Yumans.

Falta pouco para o dia das mães e, junto com a data, surgem discussões de todos os tipos sobre a maternidade no mercado de trabalho. Apesar da importância deste debate, poucos são os relatos e dados sobre a vivência de mães em empresas jovens, como a gente.. Ao longo dos nossos (quase) 3 anos de vida, a Yuca foi construindo políticas de apoio conforme novas mães foram surgindo no time. O processo foi como uma gestação: sem manual de instruções, mas com muita vontade, interesse e, principalmente, empatia. 

Assim como o dia da mulher, o dia das mães é uma data de reivindicação de direitos e, principalmente, de conscientização. O caminho para uma sociedade mais inclusiva é longo e o mercado de trabalho é um reflexo disso. 

‘Tem muita conscientização a ser feita. É muito ruim como sociedade as empresas perderem profissionais altamente qualificadas que não se sentem acolhidas no mercado. A gente tem que falar muito sobre isso ainda’ – Patricia Nashimoto, Head de Pessoas da Yuca. 

O grupo de parentalidade da Yuca

Para continuar falando e incentivando a discussão, a Yuca se tornou palco da criação de um grupo para pais e mães. O espaço foi criado de maneira espontânea entre os próprios Yumans que têm filhos, mas é aberto para a participação de toda a empresa. “Eles me puxaram ano passado trazendo benchmarking de ações que outras empresas fazem para ser mais acolhedoras com atuais e futuras mães e pais. Eu gosto que o nosso time provoca essas mudanças. E uma dessas mudanças que eles trouxeram e a gente acatou e já implementou foi virar uma empresa cidadã, que estende a licença maternidade da mulher de 4 para 6 meses, e dos pais de 5 dias para 2 semanas. Comparado com outras empresas brasileiras é um grande passo.”, conta a Pati. 

Não só um grande passo, como uma atitude ainda rara. De acordo com o estudo Licença Parental nas Melhores Empresas para Trabalhar da consultoria Great Place to Work, nem metade das empresas premiadas ampliam o período de 120 dias de licença maternidade, enquanto somente 25% das mesmas organizações ampliam a licença paternidade. 

Outro ponto que a gente procura tratar com muito cuidado é o retorno dessas mães aos escritórios. Na nossa visão, este é um momento crítico e que precisa ser planejado com cuidado, ainda mais falando de startup, que tem a mudança como padrão. Como disse a Pati, “a gente tem essa consciência e já estamos nos planejando. Queremos nos preparar antes para quando a pessoa chegar, a gente ter quase que um novo onboarding.”. 

O papel da cultura no apoio às mães

O caminho é sempre de muito aprendizado, seja para as mães, ou para os gestores e o restante da equipe. Apesar de todas as transformações que a Yuca passou nesses 3 anos, a cultura da empresa manteve um relacionamento íntimo e leve com os colaboradores. Isso ajudou a criar um ambiente seguro que facilita a troca e convida a construção conjunta da empresa. Quando o assunto é maternidade, não é diferente. 

É com base nessa escuta ativa que a Pati afirma, com base nos relatos do grupo de parentalidade, que uma das maiores necessidades das mães no dia a dia do trabalho é: tempo. A gente não consegue mudar o relógio, mas é possível ter uma postura mais empática com essas mães e ajudá-las nessa logística difícil da dupla jornada de trabalho. “A Yuca sempre teve um posicionamento flexível para as pessoas trabalharem nos momentos que era possível. Foi muito natural para a gente porque a cultura da Yuca sempre foi assim.”

Essa empatia permite que as mães se sintam mais à vontade para separar momentos da agenda e deixar os filhos na escola ou preparar um lanche, por exemplo. Mas não é só de tempo que elas têm necessidade: uma das maiores reclamações feitas por mães é sobre a carga mental. As preocupações tanto com o trabalho quanto com o dia a dia da criação de uma criança acabam sobrecarregando a mãe, que pode apresentar dificuldade de concentração e consequente perda de produtividade. Nessa fase, algo que faz diferença é a rede de apoio que envolve a família no cuidado da criança – e o ambiente de trabalho pode ser uma extensão dessa rede se houver compreensão por parte dos pares e líderes. 

O relato de uma mãe do grupo fala sobre isso: em semanas de maior dificuldade, como quando o filho estava  doente e ela sentiu que o desempenho nas tarefas propostas ficou prejudicado, o time todo demonstrou apoio, oferecendo ajuda em tarefas que poderiam ser realizadas por outras pessoas. Essa postura do time é reflexo da cultura da Yuca, visto que, em sua grande maioria, os yumans são jovens e ainda não têm filhos.

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