ESG no mercado imobiliário: por que é tão importante?

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Se sustentabilidade era um assunto distante e chato, nos últimos tempos alertas mais urgentes vêm fazendo o mundo despertar. De fato, as cidades cresceram muito nos últimos tempos. É preciso repensar os processos, se quisermos que a humanidade viva bem nas próximas décadas. E para isso precisamos falar sobre ESG no mercado imobiliário.

Em 1950 só havia duas megacidades – como são chamadas as metrópoles com mais de 10 milhões de habitantes – Nova York e Tóquio. Em 2020, um dado do jornal The Economist mostra que elas já são 32. Para construi-las e mantê-las, no entanto, é preciso concreto, aço, ferro e outros materiais que geram muitas emissões de carbono à atmosfera.

Em 70 anos, as cidades receberam mais moradores, o que aumenta emissões de carbono

Nem mesmo o lockdown necessário na pandemia de Covid-19, que reduziu bastante os deslocamentos, foi capaz de deter as emissões. De acordo com um report da Urbem, a única forma de evitar um desastre climático é mudando processos da construção civil. Afinal, esse mercado está ligado a 10% das emissões feitas pela indústria de cimento e aço.

Já ouviu falar em ESG no mercado imobiliário?

Há um tempo a sigla ESG vem chegando ao mercado. As iniciais para Environmental, Social and Corporate Governance – ou seja, Governança ambiental, social e corporativa – falam sobre o impacto de uma empresa na natureza. Meio ambiente, pessoas, gestão e processos envolvidos precisam ser repensados para tomar novos caminhos.

ESG traz à tona materiais como a madeira para a construção civil

Soluções para o ESG

Um desses caminhos passa por materiais de fontes renováveis, como a madeira engenheirada, como as MLCC ou CLT. Para ter uma ideia, para erguer a loja-conceito da Dengo no Brasil, com quatro andares, apenas 37 dias foram necessários. Quatro trabalhadores a colocaram de pé, usando o material CLT.

Há outros processos e materiais a serem analisados pela indústria, a fim de zerarmos as emissões, como fontes de energia mais limpa. Afinal, apenas frear emissões não vai adiantar, segundo estudos climáticos. As expectativas são de um planeta com eventos extremos, derretimento das calotas polares e uma série de desastres.   

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