Imóveis e investimentos rendem assunto em qualquer lugar, do churrasco em família ao cafezinho com os colegas de empresa. Mas, para falarmos com propriedade a respeito da rentabilidade que um imóvel para locação pode oferecer, precisamos fazer algumas contas.
O primeiro ponto a considerar é que a rentabilidade de um imóvel engloba muito mais do que a soma dos pagamentos feitos pelo locatário. Aqui vamos detalhar alguns dos parâmetros envolvidos e assim ajudar você a escolher a melhor alternativa.

Cap rate e rental yield
Você já ouviu falar em cap rate ou rental yield? Esses termos em inglês podem parecer complicados, mas nada mais são do que uma forma de medir a lucratividade de um imóvel ao longo do tempo. Para ficar mais claro, vamos considerar um apartamento avaliado em R$ 480 mil e que foi alugado por R$ 4.000 mensais. Depois de um ano, ele terá gerado R$ 48.000 de locação. Dividindo esse número pelo valor total do imóvel, chegamos no cap rate, ou rental yeld. No nosso exemplo, o resultado é 0,1, ou 10%.
A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e o portal de anúncios de imóveis ZAP aplicam essa lógica para verificar a rentabilidade dos imóveis de um bairro ou mesmo de uma cidade inteira. Para isso, utilizam os valores pedidos nos anúncios de locação e calculam o rendimento potencial ao longo de um ano. Em seguida, ajustam esse número para que se torne proporcional à metragem dos imóveis, obtendo assim o retorno por metro quadrado. Depois, fazem o mesmo raciocínio com os valores de venda dos imóveis, mais uma vez adaptando à metragem. Com esses dois números em mãos, eles conseguem chegar a um cap rate ou rental yield por metro quadrado de uma região. Esse índice pode ser atualizado mensalmente para refletir o sobe e desce do mercado nacional, regional ou local.
Veja também:
O que o número de locatários e proprietários diz sobre a economia de um país?
Morar de aluguel é a tendência do momento no Brasil?

Outras aplicações financeiras
E por que esse índice é valioso? Pois ele pode ser facilmente comparado com o retorno de outras aplicações financeiras e indicadores. A FIPE e o ZAP, por exemplo, verificam os ganhos acumulados a partir da taxa básica de juros, a Selic, descontada a inflação. Para isso utilizam o IPCA, a inflação oficial do governo, calculada mensalmente pelo IBGE. Dessa forma, conseguem chegar na rentabilidade real (acima da inflação) de uma aplicação indexada na Selic, como um CDB. Aí é só comparar com as taxas de locação obtidas no mesmo período.
Outra forma de avaliar é pela comparação com títulos do tesouro nacional que tenham vencimento em vinte anos, que é mais ou menos a vida útil de um imóvel. Nesse caso, basta ver qual a remuneração oferecida acima da inflação (novamente medida pelo IPCA) e entender o que vale mais a pena no longo prazo. Aproveite e conheça as soluções da Yuca para proprietários.
Quer ficar por dentro das principais conclusões desses comparativos?
Acompanhe nosso próximo post que contamos tudo para você!
Enquanto isso, faça o download gratuito do nosso report O Mercado de Locações Residenciais em São Paulo, no Brasil e no Mundo, parceria da Yuca e o portal de conteúdos de real estate RExperts sobre o mercado imobiliário de locações residenciais com foco em long stay.
Para fazer o download gratuito do nosso report O Mercado de Locações Residenciais em São Paulo, no Brasil e no Mundo, basta inserir seu nome e e-mail a seguir:
Posts relacionados
Saiba por que o ESG é tão importante no mercado imobiliário
ESG no mercado imobiliário traz à tona materiais como a madeira na construção civil
Leia maisNo Brasil e no mundo, alugar sai mais em conta do que financiar
Na hora de fazer as contas, pesam no bolso do consumidor a dificuldade para conseguir financiamento, as altas taxas de juros e...
Leia maisEntenda as principais diferenças entre Cohousing e Coliving
De olho no mercado de pessoas que não querem passar por burocracia ao alugar um apartamento ou uma casa, algumas empresas criaram...
Leia maisYuca Comunidade e Tecnologia Ltda @ 2026 CNPJ: 34.399.713/0001-90
