Tornar as cidades mais democráticas e acessíveis é um grande desafio, já que há cada vez mais pessoas querendo viver em cidades, que assim vão crescendo sem planejamento para acomodar quem chega buscando oportunidades de estudo ou trabalho. Mas nem todos têm uma boa experiência urbana. Em São Paulo, há um paradoxo entre as áreas bem estruturadas e as que cresceram sem planejamento e diferença na qualidade de vida de quem habita cada uma delas. Quem mora no centro expandido chega mais rápido e com mais conforto onde precisa, enquanto quem mora mais longe perde um tempo precioso indo e vindo, muitas vezes em moradias sem infraestrutura. Para equacionar esse problema e permitir que mais pessoas aproveitem as facilidades que uma cidade pode oferecer, só existe uma alternativa: criar mais residências acessíveis nos bairros mais bem servidos da cidade. E para isso, nada mais prático e democrático do que a locação.
Aproximar a moradia do trabalho e dos locais de estudo oferecendo aluguéis flexíveis, acessíveis em bairros bem localizados é colocar em prática o conceito da Cidade de 15 Minutos, considerada uma fórmula para a qualidade de vida urbana. O conceito, apresentado pelo pesquisador Carlos Moreno, colombiano radicado na França, parte da ideia de que as cidades deveriam ser organizadas de maneira que cada pessoa possa fazer todas as suas atividades em trajetos de 15 minutos a pé ou de bicicleta. O assunto virou plataforma de campanha e, em seguida, programa de governo da prefeita reeleita de Paris Anne Hidalgo. Mas a dificuldade de garantir que o modelo contemple toda a população continua sendo um problema em muitos locais, como São Paulo.
Para se ter uma ideia do tamanho do problema por aqui, uma pesquisa divulgada pela Rede Nossa São Paulo aponta que 61% dos paulistanos não dispõem de nenhuma oferta de emprego a 15 minutos a pé de onde moram. Nos 16 distritos mais pobres da cidade, há menos de um emprego para cada dez moradores. Já na Sé, no coração da capital paulista, são 112 empregos para cada dez moradores. Há cerca de 10 milhões de paulistanos, ou 20 milhões de habitantes na Grande São Paulo, que não conseguem viver perto de onde trabalham ou estudam. Na prática, isso significa que 70% da população demora mais de uma hora para chegar ao trabalho, segundo dados do Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) divulgados pelo portal Exame.
Para a Yuca, o aluguel é uma importante ferramenta de inclusão. Por isso, oferece diferentes opções de locação, de apartamentos compartilhados a individuais, nas áreas que concentram instituições de ensino e ofertas de trabalho, locais de desejo de milhões de pessoas. Tudo isso sem necessidade de contratar financiamento bancário, barreira que impede muita gente de morar melhor. Dessa forma, o modelo de negócios da Yuca acaba sendo muito mais democrático e acessível, aproximando emprego e moradia e ampliando o público que pode se beneficiar da iniciativa. Para os investidores, a ampla demanda significa retorno garantido. E, com mais gente se deslocando menos, é possível contribuir para que São Paulo pouco a pouco se torne uma Cidade de 15 minutos, oferecendo mais qualidade de vida para todos os seus moradores.
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